“Efeito borboleta”: nostalgia ou futuro alternativo?

Como seria bom se pudéssemos voltar no tempo, pelas letras de uma carta, de uma poesia, de um relato de diário, e até de uma imagem eternizada no papel e/ou demais emoções registradas!…

Assim me senti assistindo dois filmes da trilogia “Efeito borboleta” (2004, 2006 e 2009). A mensagem defendida é que uma simples ação como o “bater de asas de uma borboleta” pode desencadear diversas consequências que saem do nosso controle, mas numa percepção bem mais otimista da nostalgia, nossa reflexão não deve ser somente sobre a (im)possibilidade de reconstrução do passado visando um futuro mais promissor, e sim pela alternativa de investigar nossas questões emocionais a fim de aprender a lidar melhor com elas e com a nossa dor. O primeiro filme da trilogia aborda uma alternativa de reformulação da vida por meio de páginas de diários do protagonista, e o segundo filme retrata um retorno ao tempo e espaço por um álbum fotográfico. Eu amo a ideia da possibilidade de um universo paralelo a nosso dispor, mas em verdade ele já coexiste o tempo inteiro, na fuga dos nossos pensamentos perversos, secretos e utópicos. Sempre encontraremos em algum lugar do passado a felicidade que alguém nos tenha dado ou roubado, e novas maneiras de potencializá-las, conformá-las ou transformá-las. No fim o que fica em nós é muito mais o sentimento sobre as nossas lembranças do que foi realmente vivido na nossa história.

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