Refletindo os erros dos amores anteriores

Refletindo os erros dos amores anteriores

Fonte da imagem: https://quandooamoracaba.wordpress.com/2016/01/12/um-coracao-em-mil-pedacos/

Fui uma menina que errei demais no passado, não porque amei demais, mas porque amei errado. Revelei alguns segredos a companheiros que nunca poderia ter compartilhado, porque nunca tiveram de fato ao meu lado e relevei agressões e ações de parceiros que nunca deveria ter perdoado, ou pelo menos, teria que tão logo ter me afastado. Escondi ficantes por esquemas que pareciam mais relevantes e também enganei e fui amante. Sempre levei a sério todo tipo de relacionamento, e até nós mais breves fiz forte investimento, não só de tempo e sentimento, como da construção de um futuro conjunto, que muitas vezes sequer saia da minha imaginação. Hoje sinto toda sobrecarga desses erros sozinha e solitária com a minha filha. Os amores deram partida sem despedida, e por isso sempre permaneceram de alguma forma na minha vida, através da lembranças e das palavras incompreendidas. Para os leigos, solicito atenção para essa lição: nunca siga cegamente o seu tolo coração! Hoje ainda sofro demais com a culpa que carrego todo dia para o travesseiro, enquanto a razão me tira o sono e me causa desassossego. Hoje me esparramo na cama vazia treinando o desapego e mesmo assim sonhando que um dia encontrei o cara para seguir os meus planos, e que mais importante do que ser alguém que amo, que seja um homem que não me leve ao abandono, e que por fim, seja mesmo boa experiencia para mim, que ainda me amo!

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O conhecimento não nos liberta quando algo ou alguém exerce mais poder

O conhecimento não nos liberta quando algo ou alguém exerce mais poder

Fonte da imagem: http://gregoryofranceschini.com/liberdade/

Liberdade é um conceito complexo e perigoso. Muitas vezes é justamente uma noção distorcida do poder de ser livre que nos aprisiona, a exemplo do uso excessivo de drogas, que para uns pode ser entendido como exercício pleno do desejo de consumo do que quiser, ainda que possa haver consequencias drasticas meio que fora do nosso controle, e por isso nos tornar limitados. Alias, qualquer abuso emocional pode nos restringir, mesmo para aqueles que optaram a percorrer mundo afora em total desapego ao territorio por exemplo, sem residencia fixa (os chamados “mochileiros”), pois estes geralmente fazem isso com um parceiro de viagem, e como isso fica a mercê de diversas negociações para tomada de decisão dos lugares a serem percorridos, alem disso não possuem a garantia e segurança de uma casa/abrigo, correndo com isso todo risco envolvido. Apesar da necessidade de compartilhar a vida e a felicidade, há um grupo que defende a ideia de permanecer solitario, com afetos esporadicos, crendo que isso seja liberdade, e ainda pessoas que optam por formas de amor livre como relacionamento aberto, misto ou multiplo. Ainda há o discurso do uso libertario do corpo, que admite o sexo sem compromisso, o aborto indiscriminado e o uso de qualquer vestimenta que nos faça confortável, independente da opiniao publica ou reação de qualquer pessoa. Essa ideia, muito polemica em analises do feminismo, considera pouco a postura do outro em relação a nós, para a forma que irá nos tratar a partir de nossas ações e de nossa imagem (com o que fazemos, consumimos e vestimos). E por fim o exemplo mais polemico de poder, que busquei trazer as indagações nesse texto, que se daria através conhecimento. Contam que quando mais se sabe sobre si e sobre o outro, mais fortalecidos e conscientes ficamos diantes das nossas escolhas. Só que infelizmente nem tudo na nossa vida depende do processamento da nossa ação criativa, independente e autonoma, que alguns autores chamam de “empoderamento” (como Foucoult) pois somos constantemente mediados por conflitos de forças, em que outras liberdades individuais exercem poder sobre nossos interesses e objetivos, podendo inclusive massacra-los. Em outras palavras, expandir o nosso entendimento sobre fatos e intenções pode causar sofrimento e decepções, já que não é garantia de um bom dialogo com as pessoas que nos oprimem e sugam nosso potencial, talento, nos obrigando a uma postura conivente com propositos que nao sao nossos. A nossa compreensão no entanto tambem está atravessada por diversos fatores como nosso proprio referencial de valores, e que pode nos impedir de admitir  outros pontos de vista, e de gerar uma real oportunidade de viver melhor com os outros, em plenitude, expansao e abundancia dessa nossa tao confusa e desejável liberdade.

Mudanças a 365 graus!

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