Aquela mulher

Aquela mulher tão meiga e doce é uma onça feroz e sedenta.

Mesmo em clima quente e instigante, em seu desejo insaciável é violenta!

Ela é selvagem e segue seus instintos famintos com muita coragem,

Ela me encantou, me atiçou e me devorou até os ossos.

Ela fez eu acreditar no amor, e crer que o mundo é todo nosso!

Ela me ensinou a experimentar coisas novas e organizar melhor a agenda,

Ela que me provocou tanta goza, agora me trata com indiferença.

Queria ser capaz de ser mais, mas agora já não posso!

E nessa distância e desavença não há mais nada de bom que a convença,

Eu to desesperada pela sua perda e ainda mais travada. Ela está tensa e em descrença.

Ela não entendeu que meu tempo é lento, mas meu sentimento é intenso.

Ela me deixou apavorada. Ela me abandonou no meio estrada.

Hoje essa onça linda e livre não precisa mais de minhas carnes esgarças e humildes

e eu sigo um outro caminho, de forma bem mais lenta e triste…

 

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Chutei o balde!

Chutei o balde.
Aquele das lagrimas que eu juntei, e com as magoas que eu acumulei.
Caí sentada no chão com a força do chute, e doeu mais que o pé na bunda que levei, mais do que algumas golpeadas da vida, mas quando achei que levantei, novamente escorreguei e confesso que dessa vez me joguei de cara, e o fluxo passou pela minha face com toda aquela agua salubre dispensada.
Agora estou esparramada no chao, com frio, e inundada de lágrimas!