Breves reflexões sobre a mulher mais especial do mundo

Breves reflexões sobre a mulher mais especial do mundo

Fonte da imagem: http://demaeparamae.pt/artigos/depressao-pos-parto

Em frente à estação de metrô no centro do Rio, próximo ao camelódromo, eu esperava por ela que sairia do trabalho e iria direto para lá (caminho que está acostumada a realizar), mas eu estava lá para abraça-la de surpresa, até porque não teria como avisar. Ela havia me convidado a um bar para comemorar seu aniversário, mas eu não tinha certeza se poderia ir, e fui oferta-la meu amor bem ali, enquanto ainda fosse dia. Um vendedor ambulante queria saber o que eu procurava e ainda disse que poderia levar até a mim o produto que eu quisesse, mas nada além daquele reencontro valeria mais o meu tempo ou atenção, e amor não se compra nem se compara. O meu celular estava descarregado, mas também não teria ninguém mais importante para falar naquele momento. Eu estava exatamente onde queria estar, aguardando novamente por ela. Veio à tona diversas lembranças boas da presença dela, tão marcante em minha vida, e aquele grande desejo de que tudo fosse eterno naquele sentimento tão terno. Uma música começou a me dizer “que a gente quer crescer, e, quando cresce, quer voltar do início, porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido”.  Eu nunca havia ouvido essa letra e pesquisei pra saber mais sobre ela antes de vir aqui citá-la, descobrindo que é lindamente representada pela cantora kell Smith, que eu também nunca tinha visto e se denomina “era uma vez”. Comecei a secar as lágrimas que desciam ao rosto para que ela não me encontrasse daquela maneira e me achasse uma bobona, mas a tolice mostrou seus sinais porque ao avista-la o coração disparou e as pernas ficaram tremulas. Ela chegou já abrindo aquele sorriso extraordinário que encanta e compensa qualquer sacrifício. Infelizmente já estava tocando “despacito” (um som latino irritante). Simplesmente meu ouvido fechou pra todo mundo quando ela chegou e um instante silencioso me arrebatou, ao mesmo tempo que gritava meus impulsos, e eu consciente destes fui capaz de percebe-los, saindo do estereótipo do que chamariam de delirante e sentindo-me em transe. O meu olhar atrevido somado a minha libido fez um raio X em todo seu corpo esbelto e lindo, mas eu também fui capaz de perceber todo seu carinho puro e amistoso. Conversamos até o fim da última estação, e apesar do meu comportamento totalmente respeitoso, estar ao lado dela foi tão gostoso que a vontade era refazer todo dia aquele percurso em sua companhia. Fomos juntas até o trabalho de sua filha, onde o marido a esperava, um amigo da minha adolescência que também participou de uma experiência da nossa convivência em forma de amor. Ainda que alguns nos condenem como libertinos o que mais importou foi o envolvimento que sentimos, pois isso que nos uniu de novo depois de algum tempo deles se afastando e me evitando. Fui a casa deles e brinquei com a filha, que há 4 anos é resultante daquele amor, quando este se transbordou. Nela consigo perceber qualidades de ambos os lados, e também o “joelho ralado”. Apesar daquela garotinha bagunçar todo meu cabelo e se jogar na minha coluna de qualquer jeito para passear, é uma criança que sabe conversar e aproveita todos os momentos livres para brincar. Ela primeiro penteou meu cabelo, e talvez por isso que se achou no direito de depois desarruma-lo. Ela ainda revelou que também sente falta da minha filha, quase da mesma idade, mas com um pouco menos de pilha. Quando aquela mãe maravilhosa se arrumou, mesmo que rápido, passou um batom bem forte e pôs um vestido de decote provocador e ilustrado com palitos de fosforo, mas apenas alguns acesos. De longe se vislumbrava seu brilho. Esperamos apenas um amigo e fomos prestigiar a banda Skama ao vivo. Melhor não poderia sido. Curti todos os momentos. Bebi apenas 2 caipivodkas, mas fiquei muito bem e a vontade. Cantei e dancei horrores, mas não tive nenhum tipo de vergonha e voltei mais autoconfiante e de forma muito confortante, pois um amigo buscou minha filha comigo na família e depois deixou-me em casa, com mais algumas horas de companhia. Sinto-me finalmente novamente amada!

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Recusando os reflexos da ausência

Recusando os reflexos da ausência
Eu evito os espelhos, porque não quero rever o quanto meus olhos estão feios, profundos, vermelhos. As noites mal dormidas também se imprimem em olheiras esverdeadas e em rugas na pele envelhecida. Toda manha o primeiro pensamento ao despertar é o compromisso de não falar com as pessoas amadas, sob o risco de magoa-las ou incomoda-las. Ainda bem que ainda posso sonhar, mesmo acordada, que um dia voltaremos a nos encontrar, pois sem isso nem teria desejo de levantar. Peço forças ao poder superior pra ter coragem de prosseguir sem amor, e peço cuidados em nossos passos, e para conseguir seguir dia após dia respeitando o espaço que me pediram, e superar a perda do meu sentimento que explodiram. É difícil aceitar, mas fui expulsa, após alguns almoços, maças, amassos e maços. Nos meus planos eles não poderão mais estar, e assim devo ir levando, não sei o que, nem pra que lugar, e também evitando falar. Na verdade, nem dá vontade de acordar. Eu tento abrir os olhos e a visão fica embaçada, e não é pela remela acumulada. Os olhos que brilhavam são os mesmos que agora se ofuscam em lagrimas, atenuadas pelos cílios que se ajuntam e se abraçam. Os meus cabelos, que foram cortados pra dar mais leveza, bagunçam meu rosto já sem nenhuma beleza. Na testa, as marcas da sobrancelha em tristeza, pelos cortes e perdas de uma vida curta, mas bastante curtida, e com lembranças que me infesta dos nossos tempos de festa. Infelizmente interrompi novamente aquele tratamento de pele pra acnes e espinhas, mas para que pensar nos buracos do meu rosto quanto sinto um vazio bem maior por todo meu corpo? Aí a cara ta meio infeccionada e a alegria foi enterrada nas covinhas que o meu sorriso antes deixava, e então acho que não sobrou mais nada, pois eu também estou afetada e de coração inflamado por tanto amor recusado. Por vezes piro, noutras respiro em busca de alguma pureza. Sinto um frio por toda espinha de saber que essa falta será uma constância, e meus lábios estão rachados e esbranquiçados, porque nunca mais serão por meus amores beijados.
Fonte da figura: http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/5584278

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Aquela mulher

Aquela mulher tão meiga e doce é uma onça feroz e sedenta.

Mesmo em clima quente e instigante, em seu desejo insaciável é violenta!

Ela é selvagem e segue seus instintos famintos com muita coragem,

Ela me encantou, me atiçou e me devorou até os ossos.

Ela fez eu acreditar no amor, e crer que o mundo é todo nosso!

Ela me ensinou a experimentar coisas novas e organizar melhor a agenda,

Ela que me provocou tanta goza, agora me trata com indiferença.

Queria ser capaz de ser mais, mas agora já não posso!

E nessa distância e desavença não há mais nada de bom que a convença,

Eu to desesperada pela sua perda e ainda mais travada. Ela está tensa e em descrença.

Ela não entendeu que meu tempo é lento, mas meu sentimento é intenso.

Ela me deixou apavorada. Ela me abandonou no meio estrada.

Hoje essa onça linda e livre não precisa mais de minhas carnes esgarças e humildes

e eu sigo um outro caminho, de forma bem mais lenta e triste…

 

Chutei o balde!

Chutei o balde.
Aquele das lagrimas que eu juntei, e com as magoas que eu acumulei.
Caí sentada no chão com a força do chute, e doeu mais que o pé na bunda que levei, mais do que algumas golpeadas da vida, mas quando achei que levantei, novamente escorreguei e confesso que dessa vez me joguei de cara, e o fluxo passou pela minha face com toda aquela agua salubre dispensada.
Agora estou esparramada no chao, com frio, e inundada de lágrimas!

Refletindo os erros dos amores anteriores

Refletindo os erros dos amores anteriores

Fonte da imagem: https://quandooamoracaba.wordpress.com/2016/01/12/um-coracao-em-mil-pedacos/

Fui uma menina que errei demais no passado, não porque amei demais, mas porque amei errado. Revelei alguns segredos a companheiros que nunca poderia ter compartilhado, porque nunca tiveram de fato ao meu lado e relevei agressões e ações de parceiros que nunca deveria ter perdoado, ou pelo menos, teria que tão logo ter me afastado. Escondi ficantes por esquemas que pareciam mais relevantes e também enganei e fui amante. Sempre levei a sério todo tipo de relacionamento, e até nós mais breves fiz forte investimento, não só de tempo e sentimento, como da construção de um futuro conjunto, que muitas vezes sequer saia da minha imaginação. Hoje sinto toda sobrecarga desses erros sozinha e solitária com a minha filha. Os amores deram partida sem despedida, e por isso sempre permaneceram de alguma forma na minha vida, através da lembranças e das palavras incompreendidas. Para os leigos, solicito atenção para essa lição: nunca siga cegamente o seu tolo coração! Hoje ainda sofro demais com a culpa que carrego todo dia para o travesseiro, enquanto a razão me tira o sono e me causa desassossego. Hoje me esparramo na cama vazia treinando o desapego e mesmo assim sonhando que um dia encontrei o cara para seguir os meus planos, e que mais importante do que ser alguém que amo, que seja um homem que não me leve ao abandono, e que por fim, seja mesmo boa experiencia para mim, que ainda me amo!

O conhecimento não nos liberta quando algo ou alguém exerce mais poder

O conhecimento não nos liberta quando algo ou alguém exerce mais poder

Fonte da imagem: http://gregoryofranceschini.com/liberdade/

Liberdade é um conceito complexo e perigoso. Muitas vezes é justamente uma noção distorcida do poder de ser livre que nos aprisiona, a exemplo do uso excessivo de drogas, que para uns pode ser entendido como exercício pleno do desejo de consumo do que quiser, ainda que possa haver consequencias drasticas meio que fora do nosso controle, e por isso nos tornar limitados. Alias, qualquer abuso emocional pode nos restringir, mesmo para aqueles que optaram a percorrer mundo afora em total desapego ao territorio por exemplo, sem residencia fixa (os chamados “mochileiros”), pois estes geralmente fazem isso com um parceiro de viagem, e como isso fica a mercê de diversas negociações para tomada de decisão dos lugares a serem percorridos, alem disso não possuem a garantia e segurança de uma casa/abrigo, correndo com isso todo risco envolvido. Apesar da necessidade de compartilhar a vida e a felicidade, há um grupo que defende a ideia de permanecer solitario, com afetos esporadicos, crendo que isso seja liberdade, e ainda pessoas que optam por formas de amor livre como relacionamento aberto, misto ou multiplo. Ainda há o discurso do uso libertario do corpo, que admite o sexo sem compromisso, o aborto indiscriminado e o uso de qualquer vestimenta que nos faça confortável, independente da opiniao publica ou reação de qualquer pessoa. Essa ideia, muito polemica em analises do feminismo, considera pouco a postura do outro em relação a nós, para a forma que irá nos tratar a partir de nossas ações e de nossa imagem (com o que fazemos, consumimos e vestimos). E por fim o exemplo mais polemico de poder, que busquei trazer as indagações nesse texto, que se daria através conhecimento. Contam que quando mais se sabe sobre si e sobre o outro, mais fortalecidos e conscientes ficamos diantes das nossas escolhas. Só que infelizmente nem tudo na nossa vida depende do processamento da nossa ação criativa, independente e autonoma, que alguns autores chamam de “empoderamento” (como Foucoult) pois somos constantemente mediados por conflitos de forças, em que outras liberdades individuais exercem poder sobre nossos interesses e objetivos, podendo inclusive massacra-los. Em outras palavras, expandir o nosso entendimento sobre fatos e intenções pode causar sofrimento e decepções, já que não é garantia de um bom dialogo com as pessoas que nos oprimem e sugam nosso potencial, talento, nos obrigando a uma postura conivente com propositos que nao sao nossos. A nossa compreensão no entanto tambem está atravessada por diversos fatores como nosso proprio referencial de valores, e que pode nos impedir de admitir  outros pontos de vista, e de gerar uma real oportunidade de viver melhor com os outros, em plenitude, expansao e abundancia dessa nossa tao confusa e desejável liberdade.

Mudanças a 365 graus!

Mudanças a 365 graus!