DESABAFO DEPRESSIVO: ONDE ESTÃO OS MOTIVOS PARA GRATIDÃO???!!!

Imagina uma tristeza profunda e quase irreparável, como por exemplo uma pessoa muito próxima falecer: alguém que você amava demais e que sofre porque nunca mais verá nem ouvirá qualquer palavra. Agora pense num sentimento similar 300 dias do ano (ou até mais se não me engano). É assim que me sinto a cada partida, a cada desprezo, a cada desinteresse alheio. É o amor que está morrendo em mim! É a pessoa potencialmente feliz e tranquila que não existirá mais, nem em pensamentos de paz. É quando a vida já não tem mais espaço para desilusão e decepção. A desolada esperança foi fuzilada, e se é a última que morre, não adianta se fazer mais nada!

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Tenho uma grande revelação a fazer

Tenho uma grande revelação a fazer

 

Fonte da imagem: https://br.pinterest.com/mayjanelu/without-clothes/

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Tenho uma grande revelação a fazer: Tenho HIV!

AIDS é uma doença incurável que deixa nossa saúde instável e cedo ou tarde pode nos abater.

Sei que estando comigo, mesmo sendo apenas um amigo, tu podes sofrer por isso.

Mas há muitas coisas positivas para as pessoas que carregam esta debilidade na vida:

O tratamento pode ser totalmente gratuito, e no Brasil é uma referência mundial.

Os cuidados gerais com o corpo são redobrados, e em todos os serviços públicos somos priorizados.

Tu podes me dar beijos e abraços, porque isso não será fatal.

Posso usar sempre preservativo contigo, e se por acaso se romper, basta tomar um coquetel num hospital para se proteger.

Uma pessoa que adquire o vírus pode viver muito bem por mais de 10 anos, então ainda poderíamos juntos fazer muitos planos.

Os pesquisadores insistentemente buscam criar melhores condições de vida e vacinas efetivas.

Eu aprendi a lidar melhor com outras pessoas e a dar mais valor ao amor, que está em tantas coisas belas e simples, mas que deixamos escapar e/ou não percebemos que existe.

Sei que este é um assunto delicado e sério demais para ser confiado às pressas, mas nunca foi uma possibilidade para mim não ser uma pessoa honesta!

Então, agora que tu sabes meu maior segredo, venhas sem medo, porque prometo que tentarei fazer cada minuto valer a pena, e que nunca deixarei minhas limitações se tornarem teus problemas.

Ei, eu desnudo o meu mundo e em troca tu ficas mudo? Não achas um pouco absurdo?

Éramos tão íntimos, e agora te sinto se afastando abruptamente.

Por que não aceitas o fato de que eu seja simplesmente diferente?

Eu não posso controlar ou manipular teu pensamento, mas imagino que seu receio não chega nem perto do meu tormento. Nunca busquei encontrar culpados para minha situação, mas se no passado houve erros, hoje há reflexão e ação, que submete as emoções e os desejos à responsabilidade da razão.

Somos soro-discordantes sim, mas seres humanos semelhantes. Contar tudo isso foi para mim um alivio e um ato de coragem, mas para tu, foi visto como oportunidade de abandono e sumiço no uso de sua liberdade, porque me depreciaste e criaste de mim uma imagem que não condiz com a minha realidade. Assim essa conversa, atravessada pelo teu preconceito, tornou-se humilhante, porque me colocou como alguém inferior e desmerecedor de sua atenção ou do seu amor, como se eu tivesse que te pedir por favor para que estejas perto.  Agora prefiro que se permaneça distante.

Mais uma vez não entendo porque não foram considerados os meus sentimentos, mas não vai adiantar permanecer no meu lamento. Então vou me reelaborar e continuar num constante movimento de confiar, revelar e, quando obter o desprezo, me rebelar nem que seja num texto.

OBS: Baseado numa história real. Escrito em primeira pessoa para que fosse mais emotivo.

Favor comentarem nesta própria página, não só sua opinião sobre o texto, como sobre o tema de uma forma geral. Obrigada! VANESSA TRINDADE TEIXEIRA

DELETANDO

DELETANDO
Fonte da imagem: http://www.adriana.blog.br/index.php/257/mar/
 DELETANDO!..
Hoje decidi que morri para as pessoas que perdi!
Resolvi parar de me lamentar por afetos que nunca mais irão voltar!
Percebi que não vale a pena remoer sentimentos ruins, até porque quem provocou não está “nem ai” para mim!
Entendi  que não adianta sofrer por bons momentos que nos privaram de ter!
Compreendi que também dói a busca por explicações justas sobre o fim de uma relação mútua.
Refleti sobre as ações cruéis de quem desempenhou alguns papeis importantes na nossa vida, mas que agora apenas merecem a nossa amarga e definitiva despedida.
Reconheci que ainda poderei sorrir, quando pensar menos nas perdas e mais no amor que está por vir.
Escolhi viver com confiança e perseverança em dias melhores, e assim retomarei a esperança, que um dia achei que perdi.

Ai, meu pericárdio!

Ai, meu pericárdio!

Assim meu coração não aguenta, porque a virilidade de suas veias faz escorrer prazer pelas minhas pernas, tremulas de tanto gozo e delírio. Você raramente está sozinho, mas quando topa se doar um pouquinho recebe um turbilhão do meu amor. O impulso e a vontade imensa de ser invadida e te sentir em mim me faz perder a noção de perigo e dos riscos envolvidos, sem contar aquele desejo subversivo de reter mais do seu tempo comigo. O toque de suas mãos no meu corpo estreito e o alvo de seus dedos no meu orgão e nos meus seios faz vibrar o meu corpo inteiro em pelos. Você me atiça, me incendeia e me envolve mais que areia movediça. Você me ativa. Obrigada por me fazer sentir tão viva!

Ai, meu pericárdio!

Quem está em cima do muro, leva tiro dos dois lados

Tiroteio de decepções, ódio gratuito e massivo perfurando almas, julgamentos, criticas e apontamentos, relações explosivas e transgressoras. Muitas vezes imersos numa humanidade tão cruel acabamos nos sentindo sem um grau de pertencimento, quando nao somos contagiados por esta cultura de descuido, destrato e sofrimento.

Nem tudo é questão de equilibrio. A maioria das vezes precisamos realmente colocar os pés no chao, porque caminhar sobre muralhas pode nos ferir em cacos de vidro. Então se posicione, não se sinta superior, pois se o mundo se divide pule para um dos lados e se junte com aqueles que mais se identifica, buscando lutar para romper as barreiras que nos afastam, e que oprimem grupos ou os torna excluidos e segregados, construindo um novo mundo a partir de relação horizontais.

“Efeito borboleta”: nostalgia ou futuro alternativo?

Como seria bom se pudéssemos voltar no tempo, pelas letras de uma carta, de uma poesia, de um relato de diário, e até de uma imagem eternizada no papel e/ou demais emoções registradas!…

Assim me senti assistindo dois filmes da trilogia “Efeito borboleta” (2004, 2006 e 2009). A mensagem defendida é que uma simples ação como o “bater de asas de uma borboleta” pode desencadear diversas consequências que saem do nosso controle, mas numa percepção bem mais otimista da nostalgia, nossa reflexão não deve ser somente sobre a (im)possibilidade de reconstrução do passado visando um futuro mais promissor, e sim pela alternativa de investigar nossas questões emocionais a fim de aprender a lidar melhor com elas e com a nossa dor. O primeiro filme da trilogia aborda uma alternativa de reformulação da vida por meio de páginas de diários do protagonista, e o segundo filme retrata um retorno ao tempo e espaço por um álbum fotográfico. Eu amo a ideia da possibilidade de um universo paralelo a nosso dispor, mas em verdade ele já coexiste o tempo inteiro, na fuga dos nossos pensamentos perversos, secretos e utópicos. Sempre encontraremos em algum lugar do passado a felicidade que alguém nos tenha dado ou roubado, e novas maneiras de potencializá-las, conformá-las ou transformá-las. No fim o que fica em nós é muito mais o sentimento sobre as nossas lembranças do que foi realmente vivido na nossa história.

Sobre um amor vívido

Ele é forte, de costas largas, alto e auto-confiante. Ela é pequena, mas chamativa, com seu decote que a muitos instiga (e até castiga). Ambos usam um cordão preto de apretecho arredondado, mas não vivem acorrentados. Ele tem um acolhimento brando, um interesse intenso nas pessoas, um desejo ardente de ser cada dia melhor, mesmo com o seu ideal bastante diferente. Ela tem presteza, simpatia e delicadeza. Ele tem um sorriso extenso e abaixa a cabeca ao sorrir, até mesmo tenso. Ela tem uma extrema alegria  que a todos em sua volta contagia, e o seu olhar a todo tempo brilha e fascina, e só se fecham quando ela ri e gargalha, arrebitando o nariz e arrebatando ate os corações mais gelados e desolados. Eles fazem quase tudo juntos: comem, caminham, estudam e vêem um filminho. Ele é friorento, ela é calorosa; ele a abraça, ela o acomoda. Eles se vivem! Eles se amam! E nada nem ninguém mais incomoda!